{"id":2209,"date":"2020-08-26T13:02:04","date_gmt":"2020-08-26T11:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/ieronimus.es\/sala-da-abobada\/"},"modified":"2026-02-12T12:48:55","modified_gmt":"2026-02-12T11:48:55","slug":"sala-da-abobada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ieronimus.es\/pt-pt\/sala-da-abobada\/","title":{"rendered":"Sala da Ab\u00f3bada"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image-map-pro-image-map-pro\"><div id=\"image-map-pro-9405\"><\/div><\/div>\n\n<p><strong>Pelo seu significado arquitet\u00f4nico singular, \u00e9 considerada como <em>Pedra Angular<\/em> da Catedral. Est\u00e1 situada no cora\u00e7\u00e3o da Torre dos Sinos e foi escorada e refor\u00e7ada como suporte da catedral no s\u00e9culo XVIII ap\u00f3s o inc\u00eandio em 1705 e o terremoto de Lisboa em 1755<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>\u00c9 uma est\u00e2ncia de grandes dimens\u00f5es e abobadada, testemunha dos acontecimentos tr\u00e1gicos do s\u00e9culo XVIII e do trabalho de cantaria. As pedras enegrecidas pelo inc\u00eandio, as fendas do terremoto, as marcas de cantaria, os espa\u00e7os das vigas, os cinchos interiores etc. refor\u00e7am o seu aspecto espetacular.<\/strong><\/p>\n\n<p><strong>Nesta sala encontra-se o privil\u00e9gio mais antigo de Salamanca (1102), o Cristo peitoral do Cid; al\u00e9m de uma tela \u00e1rabe do s\u00e9culo XII e documentos relacionados com a \u00e9poca da constru\u00e7\u00e3o da Catedral Velha (S\u00e9culos XII-XV).<\/strong><\/p>\n\n<p>O tra\u00e7ado de Santa Maria da Sede, ou Catedral Velha, inclu\u00eda duas torres na sua base. A de menor altura, a Torre Mocha, era destinada \u00e0 defesa do recinto, e a segunda, de maior altura, destinada \u00e0 Torre dos Sinos. A Sala da Ab\u00f3bada est\u00e1 situada no cora\u00e7\u00e3o desta Torre dos Sinos.<\/p>\n\n<p>Com not\u00e1veis dimens\u00f5es, ela est\u00e1 coberta por uma ab\u00f3bada de canh\u00e3o apontado, com um arco transverso no meio e nervuras, constru\u00eddo nos muros, que nascem \u00e0 meia altura sobre os suportes. Os muros e a ab\u00f3bada est\u00e3o constru\u00eddos com silharia de pedra arenito de Villamayor, com sinais de lavra e marcas de canteiro.<\/p>\n\n<p>Perto destes sinais, dois troncos enormes escoram a sala, al\u00e9m dos diversos cinchos ou grampos que t\u00eam por fim de refor\u00e7ar a estrutura da est\u00e2ncia e o resto da Torre dos Sinos. <\/p>\n\n<p>O inc\u00eandio da Torre dos Sinos em 1705, causado por um raio, torna-a num forno, rebentando os muros, deixando os sinais que podemos contemplar hoje, destruindo o corpo superior e fundindo algum sino. O mestre Pantale\u00f3n Pont\u00f3n Seti\u00e9n arranjou a torre e continuou com o recrescido de altura, acrescentando o corpo superior a partir do n\u00edvel da cornija. Pouco tempo depois, o sobrepeso do remate barroco ocasionou a ru\u00edna do fundamento rom\u00e2nico, que foi posteriormente agravado pelo terremoto de Lisboa do dia 1 de novembro de 1755. <\/p>\n\n<p>Para a sua restaura\u00e7\u00e3o, foram consultados v\u00e1rios mestres da \u00e9poca, e a proposta de Baltasar Devret\u00f3n foi aceita e executada pelo jovem Jer\u00f4nimo Garc\u00eda de Qui\u00f1ones.<\/p>\n\n<p>Foi um espa\u00e7o habitado durante s\u00e9culos, onde os sineiros e outros servidores da Catedral, junto com as suas fam\u00edlias, constru\u00edram o tempo hist\u00f3rico e partilharam viv\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo seu significado arquitet\u00f4nico singular, \u00e9 considerada como Pedra Angular da Catedral. 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